Classificação do uso de drogas segundo a organização mundial de saúde

Classificação do uso de drogas segundo a organização mundial de saúde

  • Uso na vida: o uso de droga pelo menos uma vez na vida.
  • Uso no ano: o uso de droga pelo menos uma vez nos últimos doze meses.
  • Uso recente ou no mês: o uso de droga pelo menos uma vez nos últimos 30 dias.
  • Uso freqüente: uso de droga seis ou mais vezes nos últimos 30 dias.
  • Uso de risco: padrão de uso que implica alto risco de dano à saúde física ou mental do usuário, mas que ainda não resultou em doença orgânica ou psicológica.
  • Uso prejudicial: padrão de uso que já está causando dano à saúde física ou mental.

Quanto à freqüência do uso de drogas, segundo a OMS, os usuários podem ser classificados em:

  • Não-usuário: nunca utilizou drogas;
  • Usuário leve: utilizou drogas no último mês, mas o consumo foi menor que uma vez por semana;
  • Usuário moderado: utilizou drogas semanalmente, mas não todos os dias, durante o último mês;
  • Usuário pesado: utilizou drogas diariamente durante o último mês.

A OMS considera ainda que o abuso de drogas não pode ser definido apenas em função da quantidade e freqüência de uso. Assim, uma pessoa somente será considerada dependente se o seu padrão de uso resultar em pelo menos três dos seguintes sintomas ou sinais, ao longo dos últimos doze meses:

  • Forte desejo ou compulsão de consumir drogas;
  • Dificuldades em controlar o uso, seja em termos de início, término ou nível de consumo;
  • Uso de substâncias psicoativas para atenuar sintomas de abstinência, com plena consciência dessa prática;
  • Estado fisiológico de abstinência;
  • Evidência de tolerância, quando o indivíduo necessita de doses maiores da substância para alcançar os efeitos obtidos anteriormente com doses menores;
  • Estreitamento do repertório pessoal de consumo, quando o indivíduo passa, por exemplo, a consumir drogas em ambientes inadequados, a qualquer hora, sem nenhum motivo especial;
  • Falta de interesse progressivo de outros prazeres e interesses em favor do uso de drogas;
  • Insistência no uso da substância, apesar de manifestações danosas comprovadamente decorrentes desse uso;
  • Evidência de que o retorno ao uso da substância, após um período de abstinência, leva a uma rápida reinstalação do padrão de consumo anterior.